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Olavo disse:
de certa forma, a essência espiritual da história da relação entre dois personagens e seu desejo de onipotência deriva diretamente de um projeto de peça de teatro chamada “Loftiness”, sobre dois milionários trancados num apartamento de luxo com uma máquina de ressonância magnética, rabiscada dois anos antes de “Orinoco” surgir. Por sua vez, “Loftiness”, que depois viria a se chamar “Premium” e ser finalmente terminada no ano passado, era de certa forma inspirada pelo romance “Plataforma”, de Michel Houellebecq, sobre uma cadeia de hotéis de turismo sexual em resorts paradisíacos. Acho que a cadeia de eventos é uma demonstração bonita de como uma mesma história pode ser contada através de argumentos completamente díspares.
http://www.amazon.fr/Plateforme-Michel-Houellebecq/dp/2290321230
Thiago disse:
Me chamou atenção e achei muito inteligente a mudança da conjugação de 'eu' para 'nós' após a constatação da mútua divindade.
olavo disse:
note que ele já tem uns lapsos no plural desde a página 38 quando a narrativa volta pro tempo presente. Aqui é só onde ele assume a viagem de vez.

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